Juiz de Ninguém

ELES QUEREM MUNIÇÃO. NÓS QUEREMOS EDUCAÇÃO.

A esquerda levantou um cartaz pedindo educação. Mas, seguindo a lógica da própria frase, cada um pede aquilo que não tem. E se a ironia estiver justamente aí?

Política · 17 de outubro de 2026 · 1 min de leitura

ELES QUEREM MUNIÇÃO. NÓS QUEREMOS EDUCAÇÃO.

Olha que curioso. A esquerda pede educação.

E, seguindo a lógica da própria frase, cada um pede aquilo que não tem.

Será que o cartaz acabou dizendo mais do que pretendia?

CADA UM PEDE AQUILO QUE NÃO TEM.

Porque educação não é escrever a palavra num pedaço de papel. Não é repetir palavras de ordem, chamar todo adversário de fascista ou acreditar que votar em Lula concede superioridade moral a alguém.

Educação também é saber argumentar sem ofender, discordar sem desumanizar e reconhecer os erros do próprio lado.

““De que adianta pedir educação em público e abandonar a civilidade no primeiro debate?””

Juíz de ninguém

E quando alguém precisa anunciar que tem educação, talvez valha a pena observar como se comporta quando é contrariado.

Será que a educação continua presente quando surgem perguntas incômodas sobre o PT? Quando alguém questiona Lula? Quando o adversário apresenta um argumento que não cabe no discurso pronto?

É justamente nesses momentos que a educação deixa de ser slogan e passa a ser comportamento.

CUIDADO COM O CARTAZ. ÀS VEZES, A IRONIA JÁ VEM PRONTA.

O Veredito

“Pedir educação é fácil. Difícil é ouvir quem pensa diferente sem partir para o insulto. Difícil é admitir que o próprio lado erra. Difícil é defender o pensamento crítico sem abrir uma exceção para o político de estimação. Se a educação é tão importante, que comece pelo exemplo. Porque um cartaz pode pedir muita coisa. Mas não consegue provar que quem o segura realmente possui aquilo que está escrito nele. Juiz de Ninguém Não tenho poder. Tenho palavras.”

— Juiz de Ninguém

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